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	<title>Clinica Selles Guaratinguetá  - Psiquiatria - Neurologia - Psicologia &#187; religião</title>
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	<description>Clinica Selles Guaratinguetá  - Psiquiatria - Neurologia - Psicologia</description>
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		<title>24 de novembro – Cine Selles exibe o filme: Homens e Deuses</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2016 19:57:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Baseado em fatos reais, o filme mostra a missão de monges franceses na Argélia, em meio a conflitos do mundo muçulmano. Entre cenas do cotidiano da comunidade e do mosteiro percebemos que em um mundo perfeito não precisaríamos brigar por religião, afinal todas elas nos levam a Deus, só que de maneiras diferentes. Homens e Deuses]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Baseado em fatos reais, o filme mostra a missão de monges franceses na Argélia, em meio a conflitos do mundo muçulmano. Entre cenas do cotidiano da comunidade e do mosteiro percebemos que em um mundo perfeito não precisaríamos brigar por religião, afinal todas elas nos levam a Deus, só que de maneiras diferentes.<br />
Homens e Deuses é quase um tratado sobre religiosidade, boa vontade e respeito ao próximo. Mas o tema do semestre é MALDADE! Quer descobrir por que este foi o filme escolhido para encerrar o Cine Selles de 2016? Você é nosso convidado especial e não pode ficar de fora&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://clinicaselles.com.br/wp-content/uploads/2016/11/mail-mkt-CineSelles-novembro-2016-homens-e-deusessfw.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-3840" src="http://clinicaselles.com.br/wp-content/uploads/2016/11/mail-mkt-CineSelles-novembro-2016-homens-e-deusessfw-723x1024.jpg" alt="mail-mkt-cineselles-novembro-2016-homens-e-deusessfw" width="528" height="747" /></a></p>
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		<title>A Religião e a Felicidade</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Aug 2013 17:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Clinica Selles]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[” E quem confia no Senhor,  esse é feliz” (Provérbios) O Cine Selles encerrou em junho a discussão do primeiro semestre de 2013 sobre o tema: FELICIDADE. Inesgotável e intrigante tema. Como definí-lo? Seria talvez como definir uma maçã? É vermelha, cheiro de maçã, sabor de maçã… definimos a maça? Assim é a felicidade, quase]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>” E quem confia no Senhor,  esse é feliz” (Provérbios)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Cine Selles encerrou em junho a discussão do primeiro semestre de 2013 sobre o tema: <em>FELICIDADE</em>. Inesgotável e intrigante tema. Como definí-lo? Seria talvez como definir uma maçã? É vermelha, cheiro de maçã, sabor de maçã… definimos a maça? Assim é a felicidade, quase se define pela própria palavra, mas sua definição comporta muitos outros caminhos para alcançarmos seu significado. O certo é que: todos desejamos e buscamos a felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos três encontros anteriores abordamos o tema através da felicidade moderna; do amor ao próximo; e da virtude como caminho para a felicidade. Estes pontos já foram comentados e estão aqui, nos respectivos links:</p>
<p style="text-align: justify;">Felicidade moderna e o filme <em>Sem Limites</em>: <a href="http://clinicaselles.com.br/sinapse/?p=1814">http://clinicaselles.com.br/sinapse/?p=1814</a>;</p>
<p style="text-align: justify;">Felicidade no amor ao próximo e o documentário <em>Quem se Importa</em>: <a href="http://clinicaselles.com.br/sinapse/?p=1881">http://clinicaselles.com.br/sinapse/?p=1881</a>; e</p>
<p style="text-align: justify;">Felicidade através do caminho da virtude e o filme <em>Feitiço do Tempo</em>: <a href="http://clinicaselles.com.br/sinapse/?p=1936">http://clinicaselles.com.br/sinapse/?p=1936</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixamos o quarto ponto para o encerramento. Por se tratar da mais delicada, discutível e polêmica questão: A religião é um caminho para a felicidade? A religião produz felicidade? Religião é igual à espiritualidade?</p>
<p style="text-align: justify;">Neste encontro recebemos como convidado especial o Professor Paulo Cesar, filósofo e teólogo que nos esclareceu o significado de Religião. Também tivemos a participação do Padre Fernando, que nos falou de sua experiência e vocação.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que é Religião? Pode ser definida por uma doutrina que reúne um conjunto de crenças e mitos sobre a origem do cosmo, sobre o sentido da vida, sobre o significado da morte, do sofrimento e do além. Utiliza neste processo um conjunto de ritos e cerimônias, um conjunto de sistema ético com leis, proibições, regras de conduta, que são mais ou menos expressos e codificados e que se unem em uma mesma comunidade de fieis.</p>
<p style="text-align: justify;">Um dado interessante sobre nosso tema de encerramento – Religião traz felicidade? – No Brasil, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostrou que 92% dos brasileiros referem ter uma religião. Mas nem todos são felizes, pois em outro estudo o Brasil é o 16º país mais feliz do mundo (IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando a questão religiosidade e espiritualidade: Tem o mesmo significado e definição? Não!</p>
<p style="text-align: justify;">A espiritualidade seria uma dimensão mais ampla e mais independente das formas institucionalizadas e específicas encontradas na religião. A religiosidade seria algo atrelado a instituições religiosas, um estado ou necessidade interna. A espiritualidade seria um constructo com dimensão mais pessoal e existencial, como a crença ou relação com Deus, ou um poder superior.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://clinicaselles.com.br/wp-content/uploads/2013/08/A-meditação-nos-ensina-a-viver-o-agora.jpg"><img class="aligncenter  wp-image-3955" src="http://clinicaselles.com.br/wp-content/uploads/2013/08/A-meditação-nos-ensina-a-viver-o-agora-1024x696.jpg" alt="A-meditação-nos-ensina-a-viver-o-agora" width="491" height="334" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Aqui temos outra questão: as pessoas religiosas são mais felizes que as não religiosas? A resposta é um redundante Sim.</p>
<p style="text-align: justify;">Os motivos são múltiplos e muito interessantes:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Os religiosos adotam um estilo de vida saudável;</li>
<li>Em um grupo religioso, o indivíduo se sente respeitado e considerado;</li>
<li>Em todas as religiões existe esse momento de silêncio e estar com Deus, meditação, que sabidamente ajuda no enfrentamento de problemas;</li>
<li>Todas as religiões propõem um significado de vida; propõem a vida após a morte, o que mitiga a ansiedade da morte;</li>
<li>Deus representa uma figura de apego, que suplementa as afiliações do indivíduo ou compensa a falta destas.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Em síntese, podemos dizer que: ter uma religião não nos torna feliz; mas ser uma pessoa religiosa acarreta mais felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Por que a escolha de <em>“Sete anos no Tibet”</em>, um filme que retrata a religião Budista?</p>
<p style="text-align: justify;">Primeiramente, o Cine Selles tem a preocupação com a beleza estética e artística do filme. O filme é bem estruturado, com boa fotografia, interpretação, roteiro e mensagem final.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme: O roteiro é baseado em livro homônimo. Neste livro, o autor, que se denomina um montanhista, <a title="Heinrich Harrer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Heinrich_Harrer">Heinrich Harrer</a>, escreve sobre suas experiências no Tibet no período da segunda Guerra Mundial até a invasão Chinesa em 1950. Nesta narrativa, o autor percorre sofridas experiências de prisões, fugas, extremos de temperaturas, esforço em distanciar-se da Índia (para não ser preso) e então chegar no Tibet. Nesta empreitada, descobre o quão fascinante é o lugar, seus peculiares costumes, a forma de lidar com os estrangeiros. Sua jornada culmina com a chegada à capital do Tibet, Lhasa. E o mais importante, em Lhasa, relaciona-se com o Dalai Lama, o líder espiritual do Budismo.  O livro em si não é fascinante, pois reporta experiências visuais, físicas e momentos de êxtase com a natureza que o escritor não consegue transportar em palavras e nãoemociona o leitor. Emociona pelo conjunto. Seu encontro com o Dalai Lama também não contém descrições de experiências espirituais, nem transformações de vida, mas sim um relacionamento de um estrangeiro com uma criança ávida por conhecimento. O livro termina com sua saída do Tibet devido à invasão Chinesa. A invasão causou um mal estar internacional ao colocar a China como o “mal” e despertou o mundo para a luta da libertação do Tibet.</p>
<p style="text-align: justify;">Onde está nossa questão religiosa e espiritual neste filme? O filme – não o livro, mostra a mudança do personagem principal, que transforma o egoísmo extremo em aceitação e preocupação pelo outro. Este caminho é retratado no filme através de sua experiência em um país cheio de contrastes. O aventureiro egoísta tem um verdadeiro choque em seu corpo e alma, dizendo-lhe constantemente o quão pequeno e insignificante é sua condição diante da imensidão do mundo e das outras pessoas. O personagem passa então a reconhecer o outro, e ao mesmo tempo a si mesmo. Desperta sua esquecida função de Pai, negada no começo do filme, mas retomada na relação com o menino Dalai Lama. Ele volta à condição humana, anseia em ser respeitado como pai, tranquiliza-se em sua insana busca de escalar montanhas – compreende que o que buscava era a quietude e bem estar das montanhas, e confessa ter encontrado esse enorme bem estar diante do Dalai Lama.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter  wp-image-3954" src="http://clinicaselles.com.br/wp-content/uploads/2013/08/felicidade-trabalho-1024x640.jpg" alt="felicidade-trabalho" width="498" height="311" /></p>
<p style="text-align: justify;">No filme encontramos o maravilhoso e complexo encontro com Deus. Ou seja, a maravilhosa sensação de <em>Felicidade.</em> Mostra o encontro de duas pessoas, e o quanto essa experiência é transformadora. Mostra que a prática da religião traz bem estar social e felicidade, mas também pontua que a prática da religião não resolve todos os nossos problemas e não garante o encontro com Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Este caminho de encontro com Deus é trilhado por nossa insistência e persistência pela busca da espiritualidade (interna) e religiosidade (prática). Aviso e alívio ao leitor: não é preciso ir ao Tibet, escalar montanhas, sofrer privações ou perdas para encontrar nossos próprios caminhos, encontrar Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Precisamos de tenacidade, metas, crenças, de transformação interior. Precisamos aceitar a débil e transitória condição humana neste minúsculo planeta.</p>
<p style="text-align: justify;">Em nossas discussões do semestre observamos que o sentimento de bem estar ou felicidade não é tão simples e rápido, é uma tarefa que exige esforço e persistência. Enquanto a proposta moderna de felicidade é a de obter, rapidamente, poder, dinheiro e glória, concluímos que o esforço humano em obter felicidade caminha através do aprendizado em amar o próximo, conhecer e melhorar nossas virtudes, ter uma religião, buscar nossa espiritualidade, e quem sabe encontrar Deus!</p>
<p style="text-align: justify;">Todos conhecemos pessoas que já encontraram Deus. Pessoas que estão neste mundo para os outros, sem se esquecer de si mesmas, que deixaram para trás essa ânsia de poder e competitividade, deixaram de desejar o impossível e de alcançar um poder perante os outros. Estas pessoas são mais felizes, com semblantes serenos, tranquilas, que nos transmitem segurança e bem estar.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas pessoas estiveram com Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos nós podemos chegar a essa condição de contato com Deus, de aceitação da nossa insignificante importância no complexo Universo?  Não! Mas se continuar tentando, insistindo e persistindo, Sim.</p>
<p style="text-align: justify;">Frustrante essa conclusão? Parece que alguns seres estão fadados a viver sem essa epifania, sem esse encontro com Deus. Enquanto algumas pessoas são agraciadas com esse privilégio, outros percorrem um longo percurso em uma estrada pedregosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Para nosso consolo, daqueles que ainda não tiveram um encontro com Deus – vocês não estão sozinhos. Carlos Drummond de Andrade em seu poema “A Máquina do Mundo”, descreve a sua caminhada por uma estrada de Minas Gerais, na qual Deus falou com ele, mas ele recusou o encontro. Deus bem que tentou! Mas Carlos respondeu: “… <em>Mas, como eu relutasse em responder a tal apelo assim maravilhoso, pois a fé se abrandara, e mesmo o anseio…”. </em> O poeta deixa para traz essa possibilidade de estar com Deus, perde esse encontro. E segue seu caminho, sozinho, por uma estrada pedregosa, escura e pesada.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto caro leitor, esse encontro com Deus não é simples! Podemos dizer que é possível para todos, mas parece que somente alguns o reconhecem e aceitam; outros relutam em reconhecer ou enxergar.</p>
<p style="text-align: justify;">A receita é persistir em nossa estrada pedregosa com olhos bem abertos, não desistir, rezar, e quem sabe, um dia, nos encontrarmos com Deus.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bibliografia e links</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Arendt, H. – <em>A Condição Humana. </em> Forense Universitária – 11ª edição – Rio de Janeiro, 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Bruckner, P. – <em>A Euforia Perpétua. Ensaio sobre o dever da Felicidade</em> – 3ªedição – Rio de Janeiro, 2010.</p>
<p style="text-align: justify;">Dalgalarrondo, Paulo – <em>Religião, Psicopatologia e Saúde Mental</em>. Artmed, Porto Alegre; 2008.</p>
<p style="text-align: justify;">Drummond de Andrade, Carlos – <em>‘A máquina do mundo’, </em><em>Antologia poética</em> – Record, Rio de Janeiro; 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">Moreira-Almeida,A. et al. <em>Religiousness and mental health: a review</em>. Rev.Bras.Psiquiatria. 2006; 28(3):242-50.</p>
<p style="text-align: justify;">Schoch, Richard. <em>A história da (in) felicidade</em>. BestSeller, Rio de Janeiro; 2011.</p>
<p style="text-align: justify;">Stavrova, O et al. <em>Why are religious people happy? The effect of the social norm of religiosity across countries.</em> Social Science Research 42 (2013) 90–105.</p>
<p style="text-align: justify;">IBGE: <a href="http://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo?view=noticia&amp;id=1&amp;idnoticia=2170&amp;t=censo-2010-numero-catolicos-cai-aumenta-evangelicos-espiritas-sem-religiao" target="_blank">http://censo2010.ibge.gov.br/noticias-censo?view=noticia&amp;id=1&amp;idnoticia=2170&amp;t=censo-2010-numero-catolicos-cai-aumenta-evangelicos-espiritas-sem-religiao</a></p>
<p style="text-align: justify;">IPEA: <a href="http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=16526&amp;catid=159&amp;Itemid=75" target="_blank">http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=16526&amp;catid=159&amp;Itemid=75</a></p>
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